Como vimos anteriormente em SOBRE A REALIDADE , o dia 25 de dezembro e a imagem de Jesus vendida pelas igrejas católicas e evangélicas de hoje, são apenas uma adaptação acoxambrada de diversas tradições pagãs, que utilizada da forma certa seria ótimo para aumentar o poder das instituições religiosas cristãs (e nos dias de hoje notamos bem que essa bagaça funcionou perfeitamente). Claro que muito antes das instituições cristãs existirem, já existiam os cristãos e de fato houve um maluco que influenciou os mesmos, falarei deste cara aqui no blog e garanto que será um dos melhores posts, já adianto que cristo não é um nome próprio e sim um termo, ele não nasceu no dia 25 de dezembro, não era pobre e nem filho de carpinteiro.
Mas voltando ao foco de hoje, nos dias atuais notamos perfeitamente que a comemoração do natal pouco tem a ver com uma data comemorativa para reflexão, com rituais de passagem de um período de escassez para um período de fartura (para quem não sabe dia 25 de dezembro originalmente era a celebração do solstício de inverno, o fim dos dias frios e início da primavera no hemisfério norte.), hoje este dia se baseia em apenas um ato: CONSUMO.
Mas o consumo não está ligado apenas ao fim do ano, o consumo hoje em dia faz parte de nossa cultura, quem não consome não é digno de ser considerado um cidadão. Se você não gasta em demasia com coisas desnecessárias, provavelmente não será considerada como uma pessoa normal.
A nossa enorme economia produtiva, exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que tornemos a compra e o uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas num ritmo cada vez maior.
(Victor Leboux)
Adiantando meu presente de Natal deixo para todos um breve documentário de 20 minutos e um convite para uma nova reflexão sobre sua própria realidade.
A História Das Coisas: